26th February 2011

Wise men avoid arguments.

Personally I always avoid arguments whenever I can. I grew up in a household without conflict at a significant level. I’m reading about the futility of arguing here are a few people who agree.

“Men (people) must be taught as if you taught them not and things unknown proposed as things forgot.” Alexander Pope.

” You cannot teach a man anything; you can only help him to find it within himself.” Galileo

“Be wiser than the other people if you can; but do not tell them so.” Lord Chesterfield.

Paul Palmer

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31st January 2011

Rock Progressivo: A Influência Da Audição, No Desenvolvimento Dos Estudos Da Guitarra Elétrica

Rock Progressivo: A influência da audição, no desenvolvimento dos estudos da Guitarra Elétrica.

Silas Azevedo Ribeiro*

Resumo: A partir de uma observação sobre o preconceito existente entre os alunos de guitarra elétrica em relação a estilos diferentes, consideramos a necessidade de definir propostas mais inteligentes para uma boa apreciação musical. Propostas que desperte cada vez mais a percepção, a fim de oportunizar aos estudantes, a chave para a apreciação de outros estilos. Esclarecer sobre a melhor maneira de escutar os vários elementos encontrados nas músicas, para consequentemente melhorar o desempenho dos alunos em seus instrumentos. Esse artigo levanta delinear de forma simples e clara os elementos básicos da música: ritmo, melodia, harmonia; a importância da bagagem musical, da escolha do repertório e do refinamento técnico para uma boa performance. Com o propósito de dar a possibilidade ao estudante de ouvir de uma maneira mais completa e inteligente rock progressivo. Isso permitirá que ele possa diferenciar quando a música é bem trabalhada, com uma boa estrutura, ou não. E pode levá-lo a desenvolver aptidão na carreira docente, criar mais habilidades para entender o grau do virtuosismo das músicas, para futuramente poder reproduzir. Conseqüência do desenvolvimento da bagagem musical, que ocorre bem lentamente com o decorrer do tempo. E o principal, que é a associação com o refinamento técnico.

Palavras-chave: Audição. Rock Progressivo. Guitarra elétrica. Bagagem musical.

Progressive Rock: The influence of the hearing, in the development of the studies of the Electric Guitar.

Abstract: From a comment on the existing preconception it enters the pupils of electric guitar in relation the different styles, we consider the necessity to define more intelligent proposals for a good musical appreciation. Proposals that each time more to call the attention the perception, in order to give possibilities to the students, the key for the appreciation of other styles. To clarify on the best way to listen to the some elements found in musics, to improve the performance of the pupils in its instruments. This article raises to delineate of simple and clear form the basic elements of music: rhythm, melody, harmony; the importance of the musical luggage, the choice of the repertoire and the refinement technician for a good performance. With the intention to give the possibility to the student to hear in a more complete way and intelligent gradual rock. This will allow that it can differentiate when music well is worked, with a good structure, or not. E can take it to develop it aptitude in the teaching career, to create more abilities to understand the degree of the virtuosity of musics, future to be able to reproduce. Consequence of the development of the musical luggage, that occurs well slowly with elapsing of the time. E the main one, that it is the association with the refinement technician.

Key words: Hearing. Progressive Rock. Electric guitar. Musical baggage.

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*Professor de Educação Musical – EEBH, Escola Estadual Bárbara Heliodora.

Graduando Licenciatura em Musica – UNINCOR, Universidade Vale do Rio Verde.

E-mail: guitarfonia@hotmail.com.br


1.     INTRODUÇÃO

A escolha desse tema nos permite discutir questões relativas ao aumento da qualidade do ensino instrumental, através de associações às maneiras mais proveitosas de escutar música1. Transcender às imposições de seguidos desafios técnicos, a fim de um resultado mais consciente e eficiente. Uma das intenções desse artigo é de solucionar, em parte, a deficiência auditiva que a maioria dos alunos apresenta nas aulas de guitarra, conduzindo-os ao desenvolvimento de uma audição mais completa e inteligente. E deste modo, auxilia-los a trilhar por um caminho mais seguro para a musicalização2. Outro objetivo é o de Proporcionar maiores oportunidades para tomada de decisão criativa, a exploração musical expressiva, o refinamento estilístico e a realização estética.

É extremamente essencial encontrar o equilíbrio entre o desenvolver da técnica e da musicalidade dentro de um repertório, por isso à implicação da escolha do repertório incluindo o rock progressivo, para a evolução musical dos alunos. Essa vertente do rock tende a enfatizar o desenvolvimento de habilidades técnicas da música clássica e da música popular. Além de ser uma música híbrida, com heranças culturais brancas e negras, é possuidor de mais riquezas sonoras e técnicas para serem explorados ao longo dos estudos e causa muito interesse na maioria dos jovens alunos de guitarra.

            Avaliando a complexidade do repertório do rock progressivo, foi indispensável estabelecer uma metodologia de escuta. Neste sentido, entre outros livros analisados, o trabalho de Aaron Copland, Como Ouvir e Entender música (Copland, 1974), apresentou-se como uma referência mais completa e eficiente. O seu livro é uma espécie de guia que aponta vários procedimentos mais inteligentes para uma boa apreciação musical. Um livro destinado não só para leigos, mas para todos que desejam obter um entendimento maior sobre a verdadeira compreensão da música. A diferença está na maneira de escutar, e essa é a intenção, o objetivo do projeto, justamente prepará-lo para melhor compreender o rock progressivo.

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­­1 Reconhecer uma melodia ao ouvi-la, ser capaz de relacionar o que esta ouvindo em um determinado momento com o que aconteceu antes e com o que está para vir. Distinguir os timbres dos instrumentos, os vários tipos de elementos etc. Vide pág. 12 – 27 (Copland, 1974).

2 Segundo Copland não implica ir ao cinema e depois tocar todas as melodias do filme, nem possuir o ouvido absoluto pode ser prova de musicalidade. Muitos pianistas passam a vida executando grandes obras e apesar disso têm uma compreensão bastante pobre da música.

2.     A INFLUÊNCIA QUE EXERCE O ROCK PROGRESSIVO

O rock progressivo, também conhecido como rock sinfônico, é um rock intelectualizado, que mudou totalmente a concepção das músicas, a partir da metade da década de sessenta, causando um impacto fascinante em seus ouvintes. Os músicos adeptos desse novo estilo incorporaram efeitos eletrônicos e instrumentos orientais. Nascem muitas letras (vinda de verdadeiros poetas) que falam de alucinações, sonhos coloridos, aventuras sexuais, mundo encantado, etc. Os álbuns apresentam tema ou história nos quais são explorados ao longo do disco. Através de entrevistas a vários professores de guitarra, foi constatado que a maioria dos alunos adolescentes procuram aulas particulares de guitarra interessados em aprender a tocar rock’n roll. Devido ao gosto imposto pela mídia, o modismo.

Esse termo progressivo surgiu ainda na década de sessenta, com o objetivo de designar um “desenvolvimento progressivo do Rock”. Ou seja, em busca do progresso, se distanciando muitas vezes dos preceitos básicos do Rock.

Através do contato com os álbuns de bandas sinfônicas, produzidos a partir da década de sessenta, identificam-se características principalmente da música clássica, do jazz, do blues, rhythm and blues, country em contraste com o rock americano. Na verdade, esse estilo combina o sentido de espaço e a monumentalidade da música clássica com a energia e o poder do Rock, com uma nova profundidade e sofisticação. Um som tão ortodoxo quanto significativo, sendo associado a um grande movimento de vanguarda e contracultura. Ele tem mais elementos, mais riquezas para acrescentar na bagagem musical dos alunos, pois apresenta características acadêmicas também encontradas na música clássica.

“Até 1966 ou 1967 o rock inglês não difere muito em concepção do norte americano. É aquele famoso quatro por quatro, marcado por acompanhamento de baixo elétrico, guitarra e bateria…”. (MONTANARI, 1993, p. 65).

Mas o rock progressivo vai além das loucuras, experimentações, dos psicodélicos espetáculos. Alguns esclarecimentos sobre o que significa ser musical, e sobre procedimentos simples associados à forma de escutar música podem ser essenciais para se obter uma boa compreensão do que realmente está acontecendo na música. É principalmente através das audições que será formada a bagagem musical, que é matéria-prima da criação. Esta procede e três etapas: a imitação – método Suzuki; a improvização; e por ultimo a criação.

3.     BAGAGEM MUSICAL – A MATÉRIA PRIMA DA CRIAÇÃO

Numa entrevista dada à revista Guitar Player, o guitarrista Scott Henderson afirma que as pessoas são aquilo que ouvem (música). Ele se referenciava a essa tão citada bagagem musical, pois o desenvolvimento do estudo dependera muito dela. A necessidade de ouvir frases, acordes de outras pessoas, se dá porque através do acumulo de influências é que o aluno, um dia, desenvolverá seu estilo próprio.  E como diz Henderson isso depende do que se ouve. O problema é que todos têm a oportunidade de não entender a música em questão, como afirma Copland.

De acordo com Fred N. Kerlinger (p.1): “Há muito se sabe que a maioria das pessoas são más observadoras até dos fenômenos mais simples”. É por isso que grande parte dos alunos, no início das aulas, não consegue ouvir certos tipos de música, criando preconceitos, pois não possui ainda habilidades para compreendê-la, devido a sua grande complexidade.

Falret, o pai da teoria psicógena da alucinação, faz a seguinte explanação: “a memória entra primeiro em ação, fornecendo os materiais; a imaginação dá-lhes colorido enfim, as recordações transformam-se em imagem, e estas são projetadas sobre o mundo exterior”. (GÁRCIA, 1973, p. 82).

            Mas que fique bem claro que a inspiração é fornecida pela memória e a imaginação ajuda a completá-la, porém, a fonte de energia principal da inspiração é o estudo, o conhecimento, a experiência, a técnica que só se adquire com muita disciplina, muita prática. Essa parte permanece oculta na música. Mas sem ela a inspiração se torna impossível. Visto que é fruto de um trabalho e não de uma força vinda do além, como pensam as pessoas não musicalizadas3.

As artes e a literatura são puros exercícios de imaginação, quem inventa, combina formas, cores, sons, idéias, sentimentos, que se animam, que se adornam de significados morais. A verdadeira obra de arte é, pois, pura associação de idéias ou de imagens, e a sua legitimidade se traduzem em inteligibilidade. A criação, a invenção artística ou cientifica não se fazem ex-nihilo; os seus elementos são fornecidos pela memória, pela experiência. Quando o móvel e parte das operações se passam inconscientemente para o artista ou inventos, tem-se a inspiração. (GARCÍA, 1973, p. 105).

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 3 Carentes de suficiente formação prático-teórica tanto no conteúdo quanto na área pedagógica, os professores de musica passaram a conceber o ensino como algo em que imperasse o espontaneísmo, o improviso e a ausência de objetivos definidos. Eliminam-se o método e o processo construtivo do estudo e do trabalho, criando-se uma visão idealista que os artistas são seres inspirados divinamente. FERNANDES, Alvanize V. Presença Pedagógica. Jul./ago. 1997. v.3 n. 16. 

Educando, em parte, as faculdades analíticas pelas repetidas audições, é que uma pessoa conseguirá perceber a diferença na fisionomia rítmica de cada grupo.

Portanto, a pesquisa vem aconselhar meios adaptáveis para superar as dificuldades que se apresentam ao deparar-se com a complexidade do rock progressivo. Por conseqüência, o hábito de ouvir corretamente com o passar do tempo, trará mais aptidão para distinguir cada vez melhor os diversos elementos que o compõem. Ainda assim de forma incompleta, visto que, apenas os músicos profissionais têm a possibilidade de um completo entendimento, um verdadeiro raio-x na música.

“O conteúdo consciencial da percepção faz-se por uma combinação da vivência sensorial e da reprodução de imagens. Podemos então defini-la: a percepção é o reconhecimento complementar do objeto”. (GÁRCIA, 1973, p. 73).

4.     COMO ESCUTAR OS ELEMENTOS DO ROCK PROGRESSIVO

4.1.   O Ritmo4

De acordo com Copland o ritmo sempre vem, na imaginação das pessoas, associado à idéia de movimento físico. É um elemento envolvente que exerce fascínio desde os tempos mais remotos. Essa qualidade faz o chamar atenção. Porém os elementos rítmicos do rock progressivo podem assumir uma complexidade espantosa (HUDSON, 2001), muito difícil de entender e ouvir. Por isso faz-se necessário um esclarecimento, a fim de abrir os horizontes do universo rítmico. A maior parte da estrutura rítmica das músicas divide-se nos fatores metro e ritmo.

Influenciado pela música erudita, que no final do século XIX começou a quebrar a regularidade monótona das unidades métricas. No progressivo usam-se ritmos pouco comuns, métricas diferentes a cada compasso. E assim alcançando efeitos rítmicos inventivos e surpreendentes: 7/8 como muitas músicas do Rush, por exemplo; havendo mudanças de escala numa seqüência de 5/8 – 5/8 – 7/8 – 5/8 – 7/8 – 5/8 – 5/8-7/8 como é a música “Dance of eternity” do Dream Theater (HUDSON, 2001). Além disso, usa-se síncope, rítmações pouco usuais, tempos por vezes sobrepostos, e polirritmia como apresenta o início da música “Close to the Edge” dos Yes. Os efeitos rítmicos desenvolveram uma nova liberdade dentro dos limites de um mesmo compasso.

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4 Em geral, o ritmo designa a variação da duração de sons com o tempo. João Paulo Pinto Fidalgo N.º1021406 Universidade Lusíada de Lisboa. Licenciatura em Comunicação e Multimédia, Cadeira de Formação Musical – 2006.

Entretanto, mesmo os ritmos mais complexos foram feitos para serem apreciados, ainda que não sejam analisados. O importante é ouvir e muito a linha rítmica, para assimilar novas sensações. “Mais tarde, ouvindo com mais atenção e não resistindo de maneira alguma à pressão do ritmo, você será capaz de incorporar à sua apreciação musical as maiores complexidades do ritmo moderno…” (COPLAND, 1974, p. 45).

Aumentando a bagagem de conhecimento de ritmo, melodia, harmonia descobrir-se-á muito mais maravilhas que supunha o vão conhecimento sobre a musicalidade.

4.2.   A Melodia5

Geralmente a melodia é o aspecto que a maioria das pessoas mais tende a reconhecer. Porém não podemos definir o que é uma boa melodia, sem estabelecer uma relação com as melodias que conhecemos e classificamos como boas.

A boa melodia possui uma espécie de esqueleto, uma espinha melódica. Esse esqueleto dificilmente será entendido completamente por um leigo. Porém um leigo poderá perfeitamente perceber a falta desse esqueleto. E isso também irá depender da bagagem musical de cada um (COPLAND, 1974).

Muitas frases musicais dependiam da propagação do som no ambiente, do seu desenvolvimento. Sendo, portanto, um som “artesanal”. Com muito uso dos inovadores sintetizadores e com muita qualidade expressiva, provocando uma forte resposta emocional que leva às alucinações.

As melodias como as frases da língua, dispõem muitas vezes de pontos intermediários de repouso, equivalentes às vírgulas e ao ponto e vírgula dos escritores. Esses descansos provisórios, ou cadências, como são chamados muitas vezes, tornam a linha melódica mais inteligível, dividindo-a em frases que podem ser entendidas com mais facilidade. (COPLAND, 1974, p. 47).

Na hora de ouvir a linha melódica é importante esquecer os compassos e ouvir as frases. Ela existe no âmbito das escalas: há doze escalas diatônicas no modo maior e mais doze escalas no modo menor.

Algumas melodias podem ser tocadas duas ou mais vezes na mesma música. podem ser realizados diferentes contrastes, o mais comum é tocar uma melodia

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5 Dimensão horizontal ou linear da música, toda e qualquer sucessão inteligível de sons. Refere-se a uma seqüência de alturas (notas), com ritmo definido e sentido de conjunto. NESTROVSKI, Arthur – Notas Musicais. São Paulo, Publifolha, 2000.

Portanto, o compositor deve se preocupar em atingir um equilíbrio entre a repetição e o contraste, para melhor articular a composição. No rock progressivo são introduzidas muitas idéias contrastantes, para que a música tenha uma variedade de interesses. De várias maneiras completamente nova, e existem outras formas como: mudança de tonalidade, mudança de modo, ritmo, andamento, dinâmica, ambiência, textura e timbre etc.

Em seu livro Copland diz que nunca deve se permitir perder de vista a função que a melodia exerce numa determinada obra. Assim o resultado será uma percepção capaz de distinguir uma boa melodia, do que é banal e pouco inspirado.

4.3.   A Harmonia6

A característica da harmonia de do rock progressivo é consonante, mas temperada com dissonâncias muito dissonante. Por vezes calma e repousante, outras vezes tensa e agitada. Açores com muitas notas. E apesar de tudo é o elemento que mais passa despercebido comparado ao ritmo e melodia. Segundo Aaron Copland: “A teoria harmônica baseia-se na suposição de que todos os acordes são construídos a partir da nota mais grave em uma série de intervalos de terça ascendentes”. Muitas bandas de rock progressivo como Yes, por exemplo, fazem uso de harmonias vocais múltiplas e vocalizações pouco usuais.   

5.     A ESCOLHA DO REPERTÓRIO

De acordo com Cecília Cavalieri o repertório é o ponto importantíssimo que permite aos alunos revelarem a sofisticação de seu pensamento musical de forma adequada e confortável. Cecília afirma que o aluno não conseguirá realizar uma boa performance7 em uma música cujo nível esteja mais elevado que sua compreensão musical e técnica. Por isso afirma que o ideal seja encontrar um equilíbrio da técnica e da compreensão para desenvolver a mente, abrir novos horizontes e aprofundar a vida intelectual e afetiva dos alunos, sem comprometer a essência da musicalidade. O repertório do progressivo tende a enfatizar o desenvolvimento de habilidades técnicas da música erudita e erudita popular.

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6 Combinação inteligível de várias alturas soando ao mesmo tempo, dimensão vertical da música. NESTROVSKI, Arthur – Notas Musicais. São Paulo, Publifolha, 2000.

7 O diferencial em uma performance para ser musicalmente expressiva é a capacidade de destacar elementos como cadências e pontos culminantes das frases, aparente em sutis microvariações (estilísticamente determinadas) de agógica, dinâmica, articulação, idiosincrática, arbitrária ou dogmática. FRANÇA, Cecília Cavalieri.

… uma competente apresentação de sua obra depende de fatores imprevisíveis e imponderáveis, que se combinam para produzir as qualidades de fidelidade e simpatia sem as quais a obra será irreconhecível em determinada ocasião, inerte em outra, e, em qualquer situação, traída… (STRAVINSKY, 1996, p. 113).

Segundo Stravinsky: “… O pecado contra o espírito da obra sempre começa com um pecado contra sua literalidade, e leva às intermináveis loucuras que uma literatura sempre florescente, do pior mau gosto, faz o possível para sancionar”.

6.     A ARTE DA IMPROVISAÇÃO

O rock progressivo também pode ser caracterizado por longos solos instrumentais (HUDSON, 2001), como no gênero jazz que se obtêm melodias manipuladas inéditas de valorização de nota, mudanças de ênfase rítmica e distorções de tonalidade sobre o tema. Assim podendo conhecer melhor o seu instrumento, para conseguir conhecê-los cada vez melhor (POLLACO, 2005).

A arte da improvisação está presente na cultura musical universal, desde que se tem noticia do primeiro ruído criado pelo homem ao qual foi atribuído o nome de música, a trajetória do desenvolvimento da prática da improvisação é ocorrida no gênero popular. Nesse estilo a improvisação individual ou coletiva sugere como parte estrutural da composição.

A improvisação esta escravizada à harmonia. Não deve ser gratuita e nem brincadeira de amadores. A primeira coisa que o improvisador deve levar em conta é que há três parâmetros básicos em música, cujo conhecimento é fundamental para a prática da improvisação, são eles: harmonia, melodia e forma8.

A harmonia está representada pelas progressões de acordes sobre os quais se improvisam. As melodias relacionam-se às escalas e ferramentas melódicas utilizadas na improvisação, e a forma está presente não só na estrutura rítmica da harmonia como também na organização das partes da melodia, que compõe o todo.

Podemos concluir então, que os músicos progressivos além de terem esses conhecimentos acadêmicos da improvisação, muitos deles se destacaram pelo virtuosismo e performance em suas apresentações. Assim podemos citar alguns destaques como Bill Bruford baterista do Yes, Robert Fripp guitarrista do King Crimson, Keith Emerson tecladista do Emerson Lake and Palmer.

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8 É a manifestação superior de uma idéia organizadora, de uma intervenção da inteligência contra o acaso. (Roland de Cande – Dictionnaire de Musique).

7.     A DIVISÃO DO PROCESSO DE AUDIÇÃO9

Aaron Copland divide o processo de audição em três componentes:

1-          PLANO SENSÍVEL – Ouvir sem pensar, muitas vezes para esquecer-se de si mesmos, como consolação ou subterfúgio, a fim de fugir da realidade e não pensar em nada, muito menos em música. Este plano é importante, porém como diz Copland é só uma parte da história. “Existe, entretanto, a possibilidade de nos tornarmos sensíveis aos vários tipos de matéria sonora usados pelos vários compositores…” (COPLAND, 1974, p. 23).

2-          PLANO EXPRESSIVO – Escondido por traz das notas, toda música têm seu significado expressivo, mas cada pessoa lhe atribui diferentes significados, de acordo com as habilidades de cada um. E explicar isso de maneira clara e satisfatória para todos é praticamente impossível. Em momentos diferentes ela expressa sentimentos diferentes. “O que é importante é que cada um sinta por si mesmo a qualidade expressiva que caracterizam um tema [...] e se sê trata de uma grande obra de arte, não espere que ela lhe diga sempre a mesma coisa em audições sucessivas.” (COPLAND, 1974, p. 25).

3-          PLANO PURAMENTE MUSICAL – A maioria dos alunos chega com deficiência nesse plano. É a música existir pela manipulação de suas notas. “O ouvinte inteligente deve estar preparado para aumentar a sua percepção do material musical e do que acontece a ele. Deve ouvir as melodias, os ritmos, a harmonia, o colorido tonal, de uma maneira mais consciente”. (COPLAND, 1974, p. 26). Combinando os elementos, ouvindo-os ao mesmo tempo. Até se tornar instintivo.

O esclarecimento desses itens faz-se indispensável porque esse é o caminho mais próximo para uma melhor compreensão. De forma que mesmo o ouvinte leigo, fique ciente do que realmente está acontecendo na música, com o máximo de resultado e sem que elementos importantes passem despercebidos. Isso facilitará o estudo da música. As músicas bem ouvidas serão lembradas na hora da execução; As escalas, e os acordes estudados serão cada vez mais identificados.

Os adolescentes são preconceituosos, então incentivá-los a conhecer e desvendar o rock progressivo é uma maneira, talvez a mais simples, para um estudo mais prazeroso e gratificante. O rock progressivo é a chave para a apreciação de outros estilos. Ao escutá-lo logo vem a concepção de uma vasta influência, e perceberam que é só o começo do imenso universo musical.

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9 Esse método de escuta foi estabelecido por Copland a fim de tornar mais claro o processo completo da audição.


8.     O ROCK PROGRESSIVO BRASILEIRO

A produção nacional de rock progressivo no Brasil foi tardia, somente no final da década de 50 e na época chamava-se iê-iê-iê, se calcava em versões em português para sucessos ingleses, italianos e americanos. Porém o iê-iê-iê começou a aparecer nas paradas de sucesso na segunda fase, recebendo o nome de Jovem Guarda. Deve todo o sucesso ao poder manipulador do programa de televisão. Senão, não passaria de um simples modismo passageiro. Eram considerados “rebeldes”, eram muito mais comportados do que sua contrapartida estadunidense. Como as primeiras gerações do rock estrangeiro, suas letras eram referidas ao amor romântico, mas com mais ou menos dez anos de atraso. Trazia a guitarra elétrica porem com pouca distorção e na maior parte das vezes encoberta pelo teclado. No decorrer de 67, Elis Regina declarou guerra ao iê-iê-iê, defendendo uma suposta proteção aos valores nacionais. Todo esse clima de animosidade acabou culminando-se no dia 17 de julho de 1967, episódio conhecido como “passeata contra as guitarras” – marcha liderada por vários artistas contra a invasão estrangeira no país. O fim do iê-iê-iê é marcado pela saída de Roberto Carlos do programa Jovem Guarda. Ao mesmo tempo ocorre um ápice no tropicalismo. Este tinha um discurso ufanista, porém foi um movimento que tinha como proposta a música brasileira mais universal, não condenando o uso de guitarras elétricas, nem influências estrangeiras. Desse meio é que surge a banda Os Mutantes que se destacaram do que até então estava sendo feito no rock, letras irreverentes, porém mais maduras por estar mais em sintonia com o que estava sendo produzido pelo restante do mundo; “acertaram” o cronograma nacional, trazendo a psicodelia, o experimentalismo e o rock progressivo. Novas técnicas de gravação: utilizando objetos do dia-dia ao invés de instrumentos e até avançados recursos de estúdio. O melhor CD lançado por eles, contém todas as características dum verdadeiro rock progressivo: “Tudo foi feito pelo sol”.

Na década de setenta as paradas de sucesso estavam resgatando ritmos brasileiros. E um dos segmentos da música popular o “brega-romântico”, que se tornou uma das maiores fontes de lucro das gravadoras. O rock estava fora dos holofotes, mas não estava morto. Apenas por influencia direta do Tropicalismo, até a “nova” música brasileira passou a aderir elementos do rock estrangeiro. São reconhecidos nos discos do Clube da Esquina, Secos e Molhados, Samba-Rock, Rock Rural, Sá & Guarabira. Na segunda metade da década, as obstinadas bandas que insistiam em fazer rock no Brasil, geralmente tendiam para o hard: O Peso, Made in Brazil, Patrulha do Espaço, Bicho da Seda, A Bolha. Para o progressivo: O Terço, Recordando o Vale das Maçãs, Som Nosso de Cada Dia, os Mutantes, Moto Perpétuo, Casa das Máquinas, Módulo 1000, Som Imaginário, Aves de Veludo, A Bolha, Bacamarte,  Terreno Baldio. Este movimento conseguiu sobreviver, sem muita visibilidade, mesmo até ao ser suplantado pela onda da discoteca, que em 77 invadiu o Brasil.       

O Rock volta às paradas de sucesso na década de 80. As grandes gravadoras decidiram abrir novamente o espaço para o ritmo, porem com o nome de BRock. E finalmente, a partir de 1982 suas bandas deslancham a fazer sucesso até o final da década. É uma geração fruto da primeira geração de roqueiros que se expandiu. Até 1985 – Blitz, Barão Vermelho, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Paralamas do Sucesso, Titãs, Ultraje a Rigor, RPM, Legião Urbana. Foi a vanguarda no rock feito na década de 80. O marco dessa época se caracteriza pela chegada dos grandes festivais de rock, como o Rock in Rio (1985) e a internacionalização do Hollywood Rock (1988-1994). Esses festivais foram bons para modernizar as técnicas de produção do espetáculo, tanto na parte sonora, quanto na luz e cenografia. Os eventos serviram também para mostrar a importância do cenário musical brasileiro para o mundo e para o próprio país; mostrar a evolução artística das bandas nacionais, que ao contrário do acontecido em 1985 foram colocadas no mesmo patamar das bandas estrangeiras. A consolidação da popularidade da banda Sepultura deixa bem clara essa importância.

A música do início da última década do século XX, no Brasil foi marcada por três “revoluções” que na verdade chegaram bem atrasadas em nossas terras: 1º a popularização do CD – em conseqüência, a duração dos álbuns poderia dobrar e as músicas não se limitariam mais no âmbito de um lado do LP. Consequentemente, o salto qualitativo da gravação digital trouxe novas possibilidades para os músicos em estúdios.  2ºA MTV no Brasil – modificou a maneira de cantores e bandas de lhe dar com a imagem. Devido a escassez de material, começaram a aceitar clipes de bandas fracas, sem muita expressão, divulgando-as. 3º A expansão dos selos ditos “independentes” – começaram restringindo tudo que não viria garantir rendimentos futuros (visão mercantilista), se comprometiam apenas com negócios que julgavam seguros. Estas gravadoras independentes forneciam espaço para que novos “talentos” pudessem ser descobertos ou criados. Os grandes selos encaravam os videoclipes como comerciais televisivos, concebidos para vender mercadorias, ajudando a criar ou até mesmo criando um novo público para seus artistas: através da ênfase em uma particular imagem visual – beleza. Esses novos conceitos abriram espaço para uma nova geração, mais frívola, aberta a essa linguagem, mil vezes mais preocupada com aparência que com a música em si.

O que poderia ter sido um impulso para o crescimento da expressão artística dos músicos, tornou-se um importante veículo as gravadoras promoverem seus produtos. Graças a estes fatores, a chamada “geração 90” foi marcada pelo surgimento de inúmeras bandas de muita “pobreza musical”, se distanciando cada vez mais dos verdadeiros preceitos da boa música: Skank, Pato Fu, Planet Hemp, O Rappa, Os Raimundos, Charlie Brown Jr que fizeram e fazem sucesso mais pela popularidade que por valor artístico.  O rock nacional passa a viver uma crise de criatividade, surgindo muito poucas bandas de relevância.  

9.     CONCLUSÃO

Os resultados dos estudos realizados apontam que promover o desenvolvimento de uma compreensão musical ampla ocasiona um desempenho sólido e fecundo que permite ao aluno expressar-se musicalmente e não apenas o domínio de detalhes de natureza pragmática. Pois assim a busca da perfeição técnica não ofuscará a verdadeira essência da musicalidade. E o aluno passará a desenvolver uma qualidade de pensamento musical mais sofisticado. Este artigo conclui o ensino do Rock Progressivo como beneficiador no desenvolvimento do estudo de guitarra elétrica por aumentar a qualidade do ensino instrumental. As pesquisas realizadas apontam o estilo como um excelente contribuinte para a formação da bagagem musical. Devido à riqueza de elementos técnicos e sonoros que podem ser encontrados na complexidade de seus repertórios, se forem corretamente apreciados.

Este artigo tem como intenção fazer alguns esclarecimentos sobre o que significa ser musical, e sobre procedimentos simples associados à maneira mais correta de escutar. Além de ambicionar o despertar do interesse, nos estudantes, para a apreciação de outros estilos como a música clássica, por exemplo. O refinamento da audição aumenta as habilidades para entender o grau do virtuosismo das músicas, e futuramente, poder reproduzi-las. Aumenta, também, a possibilidade do estudante de estar sempre criando novas ferramentas para diferenciar, ou até mesmo criar uma música bem estruturada, bem trabalhada. Devido ao fato da abertura de maiores oportunidades para tomada de decisão criativa, a exploração musical expressiva, o refinamento estilístico e a realização estética. Quanto maior for sua bagagem musical, são maiores, também, as possibilidades de exploração na música. Quanto mais escalas se conhece, mais saídas, possibilidade terá para usar na improvisação, por exemplo.

Uma boa bagagem musical quando associada ao refinamento técnico e até mesmo ultrapassando seus limites, consequentemente trará resultados mais concisos, conscientes e eficientes. Portanto, concluímos que o ideal para a evolução musical dos alunos é seguir o caminho que melhor os conduzirá a encontrar o equilíbrio entre o desenvolver da técnica e da musicalidade dentro de um repertório. Encaminhando-o para o desenvolvimento do senso crítico e não se deixando enganar, engolindo qualquer musica que nos é imposta pela visão mercantilista. Que impede os produtores de fornecer espaço para músicos, compositores que realmente valham à pena. Essa é a causa do preconceito que existe não só nos alunos de guitarra, mas em todo o publico alvo da mídia, que não possibilita aos cidadãos que eles conheçam e gostem das outras tantas alternativas que não lhe são lucrativas. Assim despejam todas essa músicas lamentavelmente muito pobres e distantes das verdadeiras intenções musicais.


REFERÊNCIAS

COPLAND, Aaron. Como ouvir e entender música. 1. ed. Rio de Janeiro. Ed. Arte nova, 1974, p. 178.

DEBRAY, Régis. Vida e morte da imagem – Uma história do olhar no Ocidente. Petrópolis, RJ. Ed. Vozes, 1994. p. 361.

FERNANDES, Alvanize V. A música nas aulas de Educação Artística. Presença Pedagógica. Jul./ago. 1997. v.3 n. 16. 

FRANÇA, Cecília C. A natureza da performance instrumental e sua avaliação no vestibular de musical. Belo Horizonte: UFMG, 2003.

FRIEDLANDER, Paul. Rock and roll: uma história social. Rio de Janeiro, Ed. Record, 2002. p. 371.

GÁRCIA, J. Alves. Princípios de psicologia. 4. ed. Rio de Janeiro, Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1973, p. 504.

HUDSON, Kelvin Holm. Progressive Rock Reconsidered. 1. ed. Ed. Routlege, 2001, p. 304.

KERLINGER, Fred N. Metodologia da pesquisa em ciências sociais. 1. ed. São Paulo, Ed. EDUSP, 1980, p. 378.

MELLO, Zuza Homem de. SEVERIANO, Jairo. A canção no tampo – 85 anos de música brasileira. Vol. 2. São Paulo, Ed. 34, 1998, p. 368.

MONTANARI, Valdir. Rock Progressivo. 1. ed. Campinas, Papirus, 1985.

MONTANARI, Valdir. História da Música da Idade da Pedra à Idade do Rock. 4. ed. São Paulo, Ed. Ática, 1993, p. 87.

NESTROVSKI, Arthur. Notas musicais. São Paulo, Publifolha, 2000. 

POLLACO. Tudo sobre escalas e arpejos. Cover Guitarra – Método de Guitarra, São Paulo, 3. ed. Ed. HMP, n. 50, p. 6, 2005.

REZENDE, Conceição. Aspectos da Música Ocidental. Belo Horizonte: UFMG 1971

STRAVINSKY, Igor. Poética musical em 6 lições. Rio de Janeiro:
Zahar, 1996, p. 130.

TRIBUTO A WES MONTGOMERY, O BLUES DE SCOTT HEDERSON. São Paulo: Guitar Player, setembro de 1998. Mensal. ISSN 1413-4721.

ULANOV, Barry. História breve do Jazz. Lisboa. Ed. Verbo LTDA, 1961, p. 183.

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13th December 2010

Critical change brings opportunity, todays crisis may bring tomorrows success

Crisis and Opportunity”
When you find yourself navigating your way through a crisis, what can you do to come out on the other side, stronger for the experience?
Every crisis involves risk. By definition, a crisis is fraught with danger, but also an opportunity for tremendous learning and growth. Crisis is a time of testing, but it’s also a time of renewal. Many people, when faced with a crisis, tell themselves that they have failed and convince themselves that there’s no point in trying any longer.
For example, if a young woman tries to become a professional singer and fails, it doesn’t mean she’s a failure as a person or that her life is a failure. It simply means that, at this particular time in her life, her attempts at singing for a living are not working out. There are many other possible choices she can make, including trying again at some point in the future. She hasn’t failed, and she doesn’t have to give up her dream. But she does have to learn from this attempt and, perhaps, rethink her strategy.
Is there another way she can go about it? Does she need more education? More experience? More exposure? Help promoting her career? Failure is only failure if you let it cause you to quit. If you choose to let it help you, it becomes information you can learn from.
It is in meeting each crisis with determination that we measure up to life and its challenges. In so doing, we develop tenacity and greater inner strength.

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14th September 2010

Self directed change

Are you planning to make a change in yourself? If you are, I would like to share some tips on how to go about getting the best results.

Maybe you want to lose weight, get into good physical shape, or quit smoking. Maybe you’d like to learn to do something new, or do something you already do better. Maybe you want to work on your anger, like we talked about yesterday. Whatever it is you want to do, there are three things we now know about self-directed change that can help you.

First, set goals that aren’t too big, too difficult, or too distant. Your long-term goal may be to lose 50 pounds by next summer, but a better goal might be to lose 5 to 10 this month. Next, carefully monitor yourself so you always know how you’re doing. Record your weight daily. Keep track of everything you eat and what you do to burn calories. Like my consultant friends keep saying, “What gets measured, gets done.”

By the way, don’t waste energy beating yourself up when you slip or fail. It turns out the kind of feedback that works is the kind that emphasizes what you are doing right, not how you blew it.

Finally, reward yourself for reaching minor goals and give yourself meaningful incentives to keep going. Short-term goals, careful monitoring, and rewards and incentives are three things that help you to change.

I would add one more thing, and it may be the most important of all: believe in your ability to achieve your goal. If you don’t believe you can lose five pounds in 30 days, you won’t put much energy into trying. So go ahead now make the change.

Paul Palmer

Personal development is the key to success

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1st September 2010

Family and Self-Esteem

The family is the main place where we develop our self-esteem. It can also be a place where self-esteem withers. I intentionally act in a way that builds self esteem when family palmer get together, letting my kids help me makes them feel good. I can see the benefits in their attitudes and behaviour.

Virginia Satir was a family therapist who influenced and touched people all over the world. She was a pioneer in the study of self-esteem, and had this to say about families: “Feelings of worth flourish in an atmosphere where individual differences are appreciated, mistakes are tolerated, communication is open, and rules are flexible – the kind of atmosphere that is found in a nurturing family.”

But if you grew up in a family where one or both parents were abusive, where there were unresolved mental health problems, or where alcohol or drugs were an issue, you know that family life can be very different from this description. In fact, it can be downright damaging.

Perhaps, now it’s time for you to take on a parenting role, and maybe you’re wondering if you can break the cycle. Or maybe you’ve been a parent for a while and realize you could be doing a better job of it. Whatever your situation, you’ll benefit from taking an honest look at your strengths and limitations.

You see, when you acknowledge and accept the past, reach out for new understanding (as you’re doing now), and then decide you’d like to raise your kids in a better way, you are breaking the cycle. And you are building your own self-esteem – the first step in helping your own kids to do well.

Paul Palmer

My wife and I split up some time ago, the boys no longer accept her abusive behaviour when they see here. I resisted breaking up the family palmer for four years now I wish it had happened years earlier.

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20th August 2010

Reticular Activating System

Did you know that you have a built-in screening device that either admits or blocks information?

The human nervous system contains a marvelous network of cells called the Reticular Activating System, its function is to screen out unimportant information that comes to you through your senses.

A mother with a new baby in the next room will sleep through jet planes screaming overhead, but she’ll wake in an instant if that baby starts to cry. The airplane is louder, but not important, so it doesn’t get through because her reticular activating system keeps it out. Only information that is important – valuable or threatening – gets through.

Now when you set a goal, you declare a new significance – you make something important. And suddenly, information that never got through before is all around you. Did you ever decide to buy something – maybe a new HD television – and the next day all you see are advertisements for HD TV’s? They were there all along, but now they’re important to you, so you notice them. One of my daughters told me that she never realized how many pregnant women there were until she became pregnant, and suddenly they were everywhere.

So when you set a goal and declare its importance, you’ll find yourself noticing opportunities to help you achieve it that you never knew were there before. Try it. I think you’ll be surprised at how efficiently your reticular activating system works.

Paul Palmer

Think about what you miss, are you screening out something important?

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3rd August 2010

The family palmer Verve experience

This year I decided it was time for the family palmer to start taking more vitamins. It’s hard to constantly focus every day as a single parent to plan meals to get the balance right.

I joined the Vemma programme initially to learn about the business opportunity, however this soon changed. The first product we tried was Verve, it has a healthy balance of vitamins and minerals with the added natural constituents of Vemma. The difference though is the energy formula as a carbonated drink in a can.

Our verve experience has been very excellent right from day one. My eldest son is 14 years old. He likes staying up late watching films and playing games. In the morning it takes some time to gain enthusiasm.

However on his first day at school with Verve his teacher noticed a difference during the first class of the day. He was much more alert and responding to classroom tasks quicker than his teacher could keep up.

The contrast was so much that his teacher noticed the difference and asked why. Physiologically the results do make sense. I’m a biologist by trade and know the brain needs glucose to function efficiently so I believe the positive effects of Verve with it’s antioxidant properties, balanced nutrition and high energy formula are responsible for the positive results.

School is out for summer now so I will continue the “experiment” in September. I have seen the difference in my 12 year old as well though, both had higher energy levels and improved performance.

It’s like giving my family palmer a jump start in the morning, so we get more out of the whole day.

Paul Palmer

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28th July 2010

Self Talk; keep it positive

Watch the language you use in your own head. When you maintain a positive outlook you can let your life speak for you.

You have heard about “self-talk” – that conversation that each of us has with ourselves, all the time. It is one of the core concepts in mastering your future. In fact, self-talk provides the catalyst for hardening the concrete (our beliefs) that forms the foundation upon which we build our lives.

Now, when adversity strikes, no matter what form that adversity takes, if you can, take a moment and really listen to the words you use to describe the situation. Are you talking about what you can’t do, or what you can do? Are you talking about the finality of the situation, or the possibilities for turning it around?

What I’m really asking you is this: Are you positive or negative in your approach to your future? Most of us don’t really listen to the words we use, but we should. We choose words out of habit, sometimes, more than intent. The words we use cause pictures in our minds, and those pictures are flooded with what we are feeling. And these feelings color our moods, our relationships with those around us – well, everything.

When adversity hits – whether it is a massive oil spill, a job loss, a loved one diagnosed with a disease, or something as everyday has a traffic jam – stop, if you can, and listen to what you are saying, either out loud or to yourself. Is this conversation making things worse, or is it making things better?

Paul Palmer

Remember, you do have a choice.

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23rd July 2010

Take Control of Your Life

Do you ever feel like events in your life have gotten out of control?

No matter how diligently you set goals, visualize results, and affirm a positive outcome, every once in a while your life is going to feel as if it’s gone a little crazy. Carefully laid plans go up in smoke – sometimes quite literally. People you counted on, bail out on you. A health or family crisis strikes. An earthquake, hurricane or tornado puts you back to square one. Suddenly you feel as if you’re completely off course, out of control, and lost at sea.

At times like this, there are a few things it may help you to remember. First of all, no one can control every aspect of his or her life, and adversity comes to all of us, no matter how moral we are, and no matter how good our attitude is. Bad things happen to good people all the time.

Second, it’s important to realize that there is one, and only one, thing in life that is completely within your power to control, and that is your response to what happens to you. When you find yourself overcome with feelings of fear, helplessness, doom and gloom, you can put the brakes on these feelings by gently but firmly choosing to shift the focus of the thoughts that are running through your mind.

Your feelings are a direct result of the thoughts you think, and setting aside some time every morning and evening for positive visualization, affirmation, or guided meditation is a highly effective way of getting these thoughts back under your control again.

Paul Palmer

Try it. I think you’ll be surprised at just how well it works.

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21st July 2010

Reasonable Expectations, are yours the same as mine?

What do you expect from your kids? How do you communicate your expectations to them? Today, let’s talk about what’s reasonable and what’s not.

All parents expect certain things from their children. But expectations that are too high, too low, or never clearly expressed can cause trouble. Having expectations that are too high promotes failure rather than success, and leads to an enormous amount of stress for both you and your kids.

On the other hand, expectations that are too low can lead to failure, too, because they don’t help your children to stretch their capacities and develop a sense of competence and resiliency. Most important of all, I believe, make sure you talk to your kids about your expectations and spell them out as clearly as possible.

If you expect them to clean their room once a week, make sure they understand exactly what “clean” means and which day of the week they have to have it done by. At the same time, tailor your expectations so that they’re realistic and appropriate to that particular child at that particular stage of their development.

What’s right for one doesn’t necessarily fit another and what was reasonable ten years ago may no longer make much sense. By the way, if you expect your kids to share certain values you cherish – such as honesty, confidence, and dependability – make sure you serve as a good role model. Even when they may not seem to be listening to what you say, you can bet they’re paying close attention to what you do.

Paul Palmer

You can lead your team to a better future.

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